terça-feira, 29 de junho de 2010

Dedico as cobras

agora que voce ja mostrou os dentes
quero te dizer que não é bem assim
desse jeito
não faz diferença
nunca fez
olhe para mim
no fundo das minhas palavras
tem uma muralha
eu não vou deixar
de agir direito
muito menos de acreditar
Em um sonho que é
meu
te assustaria
esse jeito que eu intendo
o mundo
te comeria a pele
do rosto
esse monstro
que eu carrego
eu dei um nome para ele,
ele se chama homem
e vive dentro do seu cérebro
e se alimenta das suas idéias
Mas esse aqui
Já escolheu um lado
quando tudo passou
A ser uma questão de escolha
De atitude
Ele já se decidiu
Não adianta
Que venha o mundo cão
E berre na cara do monstro
Ou que seja São Jorge
Na frente do dragão
E me mostre quem são
as pessoas,
As que merecem
e as que não
Me jogue no meio
das cobras
Senhor
Da manobra
Enquanto eles esperam
minha resposta
ao veneno
ou ao surto
da mesma maneira
que eu só espero
Uma resposta dela
Quero saber
de qual lado
ela está
Se é apenas
mais um deles?
Então eu teria
Que deixa-la de lado
Ou puxa-la para fora
desse transe