domingo, 27 de abril de 2008

ManifesTo

Eu tenho uma crítica, acredito sim que dois corpos podem ocupar o mesmo espaço. Pode parecer loucura, pode parecer viajem, pode parecer tudo, tudo que você quiser, pode tudo, pode sim, eu deixo. Vou até fazer um manifesto falando que a partir desse momento todos estão permitidos, vai lá e alcance o que você quiser que seja, aconteça. Mas não é assim tão fácil. Primeiro é preciso fundar um movimento, algo que siga rumo liberdade. Destrua a sociedade que existe dentro de si, cheia de "as pessoas" e armadilhas, ria do seu ego, jogue seu super-ego de lá de cima. Depois encontre alguém que te leve ao "foda-se tudo", criem uma linguagem própria, um universo, alguns versos, aprendam a se comunicar pelos olhos, pelos gestos, pelos pensamentos. Descubra-se, depois viaje ao centro do outro, até suas vidas se fundirem, até que realmente faça diferença. E aí quando for inquebrável, quando profundamente um se tornar o outro, verá que o limite só existe para ser ultrapassado, e ponto.

domingo, 20 de abril de 2008

Substância sonho

tinha juntado um punhado daquelas faíscas, mas daquela cor ainda não tinha visto assim tão de perto, havia demorado muito para adormecer aquela noite e não queria perder a melhor parte. O corpo todo formigava, os pés tateavam o infinito tentando encontrar um chão, uma base, chame do que quiser, aqui chamarei de verdade e ali plantarei uma árvore para que meus filhos cresçam em volta dela. Ouço o som de cachoeira e risadas, aqui será a porta de entrada para que nossos amigos entrem e saiam de nossas vidas quando quiserem, como barcos solitários que somos. Então seguiremos felizes com o que construimos, seremos pais, avós, ou morreremos tentando. Permaneceremos vivos uns nos outros, assim será nosso reino, nosso caminho encantado, nosso princípio iluminado. Respiro fundo antes do gole no vinho do sonhos e faíscas visitam o céu de mil planetas. Realmente, as palavras mudam vidas.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Minha Vida Poesia

Eu sei, a palavra não é minha,
Nem de ninguém
Nem vida própria tem
Então com cuidado
Junto cada uma delas
Trago com meus braços
Pro meu universo, essa substância
Que se manifesta daqui de dentro
A palavra gira gira e vira frase
Ganha corpo, estrutura
Se faz poesia
Tão linda linda
Minha menina poesia
Que grita grita
Agora ela mora aqui dentro
Dentro da minha cabeça
Daqui, ela puxa minhas cordas
Tira meu sono
E leva embora todas as coisas
Que não sejam ela
Sobre ela, para ela
Menina minha poesia
Em troca, ela me dá esse arrepio
Me torna criativo
Me atiça
Pra ela homem é isso
Um sussurro em seu ouvido
Com a boca cheia de versos
E ela se sacia
Lasciva menina poesia
Que só assim aquieta
Quando deita nas minhas frases
Nos meus pensamentos
Quando bebe do meu sangue
E do sangue das minhas madrugadas
Um gole das minhas risadas
Para ela tem um efeito fantástico
Eu sinto ela sente junto

A melhor parte
dessa grande experiência vida
Acho que Deus é isso
Ou aquilo
E ela também acredita
É Deus você também
Menina poesia


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quarta-feira, 16 de abril de 2008

Lamento

Pego pelos dedos
Fortemente entrelaçados
Do destino em conflito com o acaso
Ou será que realmente
Todo mundo está errado?

E eu não percebo
Tenho mesmo o medo a morte
Por isso que piso forte
E Deus proteja a vida
Dos que são dos nossos

Expansivo sonho vivo
Deu pra mim luz do caminho
E eu guerreiro vou fazendo minha parte

Amanhecendo o dia na Necrópole
E Todos permanecem dormindo
Ou chorando

Lamento, e permaneço espírito.

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Desejo

Desejo, meu desejo. Vive minha vida, meu desejo.
Guia meu impulso, meu desejo.
Preencha todos os espaços
Entre o chão, os pés e os passos:
Meu desejo.
Rasga toda essa mentira, meu desejo.
Faça com que aconteça
E cresça, cresça muito meu desejo
Depois exploda em mil pedaços
De desejos em pedaços.
Então alcance, meu desejo
Feito a mão que toca o alto.
Torne-se fato, meu desejo
Torne-se flecha,
Alcance o alvo
Do desejo
Depois exploda em mil pedaços.

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