domingo, 20 de abril de 2008

Substância sonho

tinha juntado um punhado daquelas faíscas, mas daquela cor ainda não tinha visto assim tão de perto, havia demorado muito para adormecer aquela noite e não queria perder a melhor parte. O corpo todo formigava, os pés tateavam o infinito tentando encontrar um chão, uma base, chame do que quiser, aqui chamarei de verdade e ali plantarei uma árvore para que meus filhos cresçam em volta dela. Ouço o som de cachoeira e risadas, aqui será a porta de entrada para que nossos amigos entrem e saiam de nossas vidas quando quiserem, como barcos solitários que somos. Então seguiremos felizes com o que construimos, seremos pais, avós, ou morreremos tentando. Permaneceremos vivos uns nos outros, assim será nosso reino, nosso caminho encantado, nosso princípio iluminado. Respiro fundo antes do gole no vinho do sonhos e faíscas visitam o céu de mil planetas. Realmente, as palavras mudam vidas.

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