Veste branco
E vem sempre
Perfeitamente
Linda
e possessiva
Perfeitamente
Clara
Minha doença
Por ela
Eu quero
Que ela não me queira
Que ela não perceba
Não disperte
do fundo de todas as minhas ideias
E me deixe
Mas ela não deixa
Eu sou dela
Eu sou nada
Eu sou ela
Branca
Corre
Corre
No meu sangue
E brinca
De perder a minha vida
Rindo
De matar essa criança
Numa noite de domingo
Dorme
Sonha até que tem saida
Disso
Tenta tenta
E não alcança
Ela, o meu labirinto
Torto
Leva logo minha alma
Embora
E só devolve
No final do dia
Ou joga ela da janela
E chora
Como se a culpa fosse toda
Dela
Como se a alma fosse sua
Calma
Como se tudo fosse seu
No mundo
E pra mim nunca sobra nada
Eu quero seguir no caminho
Certo
Ela me puxa para fora
D'agua
Ela me leva para a cama
E geme
Me solta bem longe de casa
Me larga não encosta a mão
Em mim
Devolve tudo que levou embora
Quero tudo que pintou de branco
Quero que fique em silencio
Agora
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